domingo, 29 de maio de 2011

O neocolonialismo e a partilha da África.





A ocupação territorial, a exploração econômica e o domínio político do continente africano têm início no século XV e estende-se até o século XX. No século XIX, após a Revolução Industrial, outras potências européias, além de  Portugal e Espanha, iniciam um nova corrida colonial: Reino Unido, Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Rússia e Itália. O objetivo era encontrar matérias – primas para abastecer suas economias, mão – de – obra barata e novas regiões para investir o capital excedente, construindo ferrovias ou explorando minas. Havia ainda o crescimento acelerado da população européia e a conseqüente necessidade de novas terras para se estabelecer. No plano político ter colônias significava ter prestígio.
Entre os missionários havia quem considerasse um dever dos europeus difundir sua cultura e civilização entre os povos  gentios, verdadeiros selvagens sem alma. Na verdade, as ações dos evangelizados preparavam o terreno para o avanço do imperialismo no mundo afro-asiático.
O movimento intelectual e científico teve um papel determinante nesse processo, pois desenvolveram - se teorias racistas,a partir, a partir das teorias evolucionistas de Darwin, que afirmavam a superioridade da raça branca.
A competição entre as metrópoles na disputa por novos mercados e os conflitos gerados pelos interesses colonialistas criam tensões e instabilidades que determinam a partilha da África e desembocam a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918).
A Conferência de Berlim (1884/85). Realizada em Bruxelas, na Bélgica, oficializa a divisão; a Europa fica com o domínio de 90% das terras africanas até 1914, assim distribuídas:
França: Tunísia, Argélia, Marrocos, parte do Saara, Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Daomé (atual Benin), Gabão, Mali, Congo, Níger, Chade, Madagáscar (trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanzânia) e Dijbuti.
Reino Unido: Egito, Gâmbia, Serra Leoa, Costa do Ouro (atual  Gana), Nigéria, Rodésia (atuais Zâmbia e Zimbabwe), Quênia, Somália, Maurício, Uganda, Zanzibar (atual Tanzânia), Nassalândia (atual Malaw), União Sul-Africana, incluindo a antiga Colônia do Cabo e as ex –repúblicas Bôeres de Natal, Orange e Transvaal,  África do Sul, a atual Botswana, Basutolândia (atual Lesoto) e Suazilândia.
Alemanha: Togo, Camarões, Tanganica, Ruanda, Burundi e Namíbia.
Itália: Eritréia, Somália e o litoral da Líbia.
Portugal e Espanha mantêm as antigas colônias, conquistadas no período da expansão marítima. A Espanha fica com parte do Marrocos, Ilhas Canárias, Ceuta, Saara Ocidental e Guiné – Equatorial. Portugal continua em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné – Bissau e Moçambique.
As terras africanas assim ocupadas passam a demonstrar grande resistência após a partilha mas acabam sendo vencidas pela grande capacidade de manipulação européia. A ocidentalização do mundo africano arrasa com suas estruturas tradicionais, deixando um rastro de miséria e, acima de tudo, a perda da identidade cultural da raça.(http://portuguesaafrica.com/o_neocolonialismo_e_a_partilha_da_africa.htm)

 Ivanilce Mara Furlanetto.



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